Domingo, Julho 05, 2009

É isso...

Não, eu não abro esse espaço somente quando estou infeliz não. Não me diga isso, porque nem é verdade. Aqui eu vim escrever coisas me tiraram do rumo e outras que me deixaram tão feliz.
Eu diversas vezes fui uma pessoa feliz em momentos tristes e uma pessoa feliz em momentos alegres...Agora estou num novo momento de transição. E eu definitivamente, cresci. Um momento de tristeza permitida, que fique claro. Porque o escorpião que te envenena, só está seguindo sua própria natureza...fazer o que? E nesse momento eu vi minha maturidade. Então é um momento triste de felicidade. rs! Que seja...

"Declaro suas palavras insignificantes

Tudo que você disser não poderá ser usado contra você

Contra mim ou qualquer outra pessoa

Que meu silêncio seja seu inferno

E a indiferença do mundo seu castigo"


Thiago de Mello Costa-Blog Tempestades Neurais



Sexta-feira, Maio 15, 2009

Das inconstantes horas...

Ainda sei escrever poesia? Minhas mãos andam enferrujadas. Mas eu ainda sei sentir...E nem sabia que ainda sabia...O que nós sabemos a respeito do mundo?Da constância, dos sentimentos? Das incertezas, da vida tão surpreendente, dos nossos tropeços?


Sapatos. Pernas. Blusa e só depois a cara. Posso copiar de vocês? Um só beijo, criancisse não mais, coração na boca, olhos nos olhos, coquinho, ligação, religamento? Casa amarela, sobrou pra mim, sunscreen, primeiro impulso, sede, livro, cd, vela, 21 rosas, golfilho é vida, estrelas podem estar mortas. Bolos, família, telefone, sábado, um céu. Praia da Bica, rua secreta, ilha do governador, ponte-rio-niterói. Bibelo, flores, cartas quilométricas, amor infinito, lágrimas. Emails, mensagens, mesa do imperador, vista chinesa, quinta da boa vista, jardim botânico, centro da cidade. Amor antigo, espaçamento, lembrança. Sonhos desconexos, você comigo, pessoas falando, tristeza. Abraço apertado, choro sentido, perguntas e incertezas. Empada, Lagoa, tentativa, tristeza nos olhos, fracasso. Idéia, polícia, tempo corrido. Saudade, lembrança, sonhos em outra vida. Cachaça, praia, cerveja, casa. Noites, dias, pessoas, vida. Toblerone, Outback, declarações, noite em claro. Vermelho, tua boca, meu sorriso, pizza, madrugada, histórias infinitas. Macadâmia, filme chato, verde e branca, 50 º graus. Esgotado, Rio a noite, arco-iris, shampoo, rei do mate, lilás, maracujá, Erin, coração tranquilo.

Continua?

Sábado, Dezembro 27, 2008

Pai nosso que estás nos céus.

Não quero ser mal agradecida a todos os teus intentos direcionados a minha pessoa, porém não sou um dos seus seres mais ditosos, culpa da imperfeição da minha alma, talvez grandemente arrogante pra perceber o quanto sou feliz.

Tá ok, Senhor, sou feliz. Admito. Tenho um corpo perfeito, uma família perfeita, vivo com dignidade e tenho um lar de amor, porém não me sinto assim. E a culpa deve mesmo ser minha.

Já cometi vários absurdos e sei que o Senhor me amparou em todos esses naufrágios, visto que cá estou eu, a escrever outros absurdos ainda hoje e te peço que me perdoe a pequenez da alma e essa minha rabugisse tão característica da personalidade.

Quando relembro tudo que houve nesses anos de existência penso que o teu amor é realmente demasiadamente grande e que eu sou um ser profundamente assistido pelo seu amor.

Mas devo confessar, já que estou certa de que lê minha mente e meu coração, conhece cada canto sombrio de todos os meus pensamentos, mesmo antes de que eu os pense, que inda assim sou torturada por uma melancolia infinita e que isso não é fruto de nenhuma tristeza dessa terra, visto que eu como já o disse Senhor, não tenho do que me queixar.

O que mais me preocupa são os meus entes e a minha vida profissional. Os meus estrego-os nas tuas mãos e sei que estarão bem guardados contigo e em meu coração. Minha vida profissional, acredito que toda essa batalha é mesmo o subir de uma escada longa e árdua que eu não me canso de subir e mesmo assim também sei que estarás comigo cada degrau dessa subida e que cada vez que eu vacilar estarás ao meu lado me dando forças e incentivo...

Enquanto escrevo essa rogativa penso e repenso várias vezes, como sou mal agradecida e aproveito para pedir-te perdão. Mas a melancolia cá está e perdura. Por isso te peço perdão. Peço te que me ajude a permanecer ao seu lado, porque sei que quando as coisas não vão bem, não é o Senhor que se afasta e sim nós que nos afastamos.

Que eu possa esquecer essa melancolia e que possa ser o seu instrumento em qualquer lugar, que eu possa ter bons pensamentos, que eu seja forte às tentações e que eu possa me vencer todos os dias...

Agradeço-te por tudo grande mestre! Agradeço-te a oportunidade de estar aqui!

E que seja feita vossa vontade, que a profecia seja cumprida, que a missão seja entendida.

Que assim seja!

Terça-feira, Dezembro 16, 2008

Capitu

A primeira vez que eu li Dom Casmurro foi em 1997 e eu ainda era uma normalista.
O professor de literatura dividiu a turma em grupos e deu um livro pra cada grupo mostrar o trabalho como uma apresentação, tipo uma peça de teatro.

Éramos um grupo grande. Eu, Luciane, Luana, Débora, Barbara, Flavia eu acho que à essa época ainda não contávamos com a Vivian e a Danielli, que logo se juntariam a nós no próximo ano (se a memória não me falha).

Enfim, ficamos com Dom Casmurro. E eu nunca tinha ouvido falar nele antes, mas comecei a ler e me apaixonei. A ingrata tarefa de escrever o texto ficou pra mim. E eu não sabia muito o que fazer e nem por onde começar. Me joguei de cabeça nesse trabalho, enquanto minhas amigas do grupo me apoiavam, vendo roupas, marcando os ensaios, fazendo as marcações, decorando falas.
Tínhamos um teatro na escola, ensaiávamos regularmente. Figurino, jogo de luzes, um piano velho que ficava no palco e de lá não saia.

Meu Dom Casmurro tinha ( eu perdi o texto, infelizmente) um narrador que era eu mesma, de cabelos curtos e talco na cabeça pra ficar com aspecto do velho casmurro, sentada ao piano, as luzes apagavam e acendiam em cima de mim enquanto eu narrava a história a se desenrolar na outra parte do palco. Eu toda de preto, meu Dom Casmurro tão triste e acabado narrando sua vida tão desgraçadamente.

A Luciane de Capitu, usava tranças, vestido e se saiu muito bem mesmo. Minha amiga era linda ( e ainda o é, encontrei com ela uma vez no shopping e ela tava com o marido e a filha lindas de morrer).

Os outros personagens não lembro quem interpretou. Eu sei que me lembro bem era do professor batendo palmas de pé e perguntando quem escreveu. E eu calada. Minhas amigas disseram: foi ela. Lembro ainda me pedindo pra sentar ao lado dele e perguntando: Jullyana o que você acha? Traiu ou não traiu.

Nunca mais esqueci.

Veio 2008, os anúncios da microssérie na Tv. E eu achando estranha a estética, só achando curioso o fato da saida ter sido a mesma que eu encontrei, um Casmurro velho, atormentado, quase demente, narrando a história. Na minha época de normalista eu não alcançava o tamanho drama do livro. Engraçado como as nossas opiniões mudam de épocas em épocas, como evoluimos e mudamos nossas idéias. E foi o que houve mais uma vez.

Vi o primeiro capítulo, porque queria ter propriedade para criticar. Qual não foi minha surpresa?

Ao terminar o primeiro capítulo eu disse: Gostei.

Vi todos os 4 restantes e foi a coisa mais linda já passada na televisão. A minha vontade ao subir as letras no final do último capítulo foi bater palmas de pé. As duas fases, os dois Bentinhos arrebentaram ( mas Michel Melamed como eu te amo!), as duas Capitus, o figurino.

Estou completamente re-apaixonada por Machado e por esse Dom Casmurro que me traz tão boas e saudosas lembranças.

Sei que elas jamais lerão essas linhas, mas sinto tanta saudade daquela época.

às minhas amigas do grupo cri-cri:

Luciane
Luana
Débora
Vivian
Danielli
Bárbara

SAUDADES!

Sexta-feira, Novembro 28, 2008

Novembro

Caminho pela rua, passos rápidos, estou atrasada e já não posso esperar, sinto uma urgência tão grande, como nunca antes. Olho para os lados, admiro as modas das mocinhas da minha idade. Talvez estejam mais bonitas do que eu, porém jamais, mais apaixonadas. Tento caminhar mais depressa, talvez papai não perceba, o bolo que ficou na mesa, a benção do meu avô, palavras que ecoam na memória. O livro que carrego nas mãos, amarelecido do tempo, um livro que fora de minha avó, tão antigo quanto o que eu sinto, marcado quase no meio, está um verso que guardei pra te dizer.
Avisto finalmente a praça e o banco tão esperado. Lá esta você. Calça preta, blusa branca, sapato preto, menino antigo. Um fotografo lambe-lambe está mais adiante eternizando algum momento e eu me rio da cara do bebê. Talvez um susto, quem sabe. Barulho engraçado daquela geringonça.
Tu me vês. Uma só fração de tempo para nossos olhares se cruzarem. Cada passo que dou em sua direção, meu coração acelera mais e mais. Me aproximo, sento ao seu lado, o mundo para de girar. Não dizemos nada, nos rimos. Enlevado você segura minha mão, elogia meu vestido de renda branca, meu penteado com uma enorme presilha que deixo pender meus cabelos tão negros. Destinos opostos, lembranças eternas. Daquele dia em diante nunca mais voltei a te ver. Mas jamais me esqueci que fazia sol, que o céu estava muito azul, que uma brisa deliciosa corria em nossas peles, a minha mão e a sua e as juras de Novembro.

Domingo, Novembro 23, 2008

Ah Camelo...


Se você ainda não ouviu o disco do Marcelo Camelo, corra e ouça. Esqueça estas especulações pobres de romances, de se ele tá com a guria ou não tá ( aliás adoro as músicas dela!). O problema não é seu é deles. Atenha-se a obra! Se você não gosta de Los Hermanos talvez torça o nariz. Ele tem estilo e é fiel a ele...Lindo, doce, romântico e memorável, seu disco "sou, nós".

Liberdade


Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom

Daqui não

Eu vivo a vida na ilusão

Entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou

Fingindo ser o que eu já sou

Fingindo ser o que já sou

Mesmo sem me libertar eu vou

É Deus, parece que vai ser nós dois até o final

Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

De que vale ser aqui

De que vale ser

Onde a vida é de sonhar?

Liberdade

Sexta-feira, Novembro 21, 2008

A maioria das pessoas namoram, não vivem romances...

Desde muito pequena, desde que eu me entendo por gente, como repete o jargão popular eu gosto de estar “no mundo da lua”. Dentro de uma história irreal, dentro de um romance de tela de cinema, de um livro, de um conto, de qualquer coisa que seja.

Lógico que eu creio que os romances perfeitos não existem, pessoas perfeitas não existem, cenários perfeitos não existem. E eu supervalorizo, tudo demasiadamente.

Não é que eu seja uma princesa da idade antiga e mereça um príncipe encantado num cavalo branco. Mas porque a normalidade nunca me chamou atenção? Sou uma pessoa como outra qualquer, que nunca nessa vida se apaixonou por alguém real de fato. Todos eram esquizofrenias da minha mente, poucos de fato existiram de carne e osso. E os que estivem comigo “in person”, eram idealizados por cima do fato de serem simples seres humanos. Eu não amava a pessoa eu amava o amor. Saca?

Tenho plena consciência que não sou perfeita e estou BEM longe disso. Mas quando olho o outro, não consigo me interessar pelo que não salte aos meus olhos, pela coisa harmônica e acho pela força do hábito, não sei, que as minhas idealizações são sempre tão tão melhores.

Mergulho minha mente em livros, filmes, contos, documentários. Fujo, fujo muito do mundo real. Não quero viver nele...E isso é bem grave, porque enquanto minha mente está mergulhada em impressões de um mundo irreal a vida está passando lá fora da minha janela.

Será que nunca vou conseguir olhar as pessoas com quem me relaciono com uma visão real, honesta, permitindo que essa pessoa seja ela mesma, com seus defeitos e virtudes?